terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O oráculo e o sol!

Além de este post estar ressuscitando este blog criado há algumas eras, escrevo-o para comentar algumas impressões que tive depois de participar do primeiro dia do SunTechDays 2009-2010!

A primeira coisa é: tenho orgulho de ser quem eu sou e vir de onde vim! Putz... Ou não se fazem mais geeks como antigamente, ou essa galera daqui não sabe onde está! Um evento muito bem estruturado como este, com intervalos ao som de Rock, e a galerinha não se agita, não vibra com a entrada de James Gosling, nem entende as piadas nerds dos palestrantes do mais alto nível. Ou eu entendi errado, ou tá faltando o gingado do forró por aqui! Estou feliz por saber que estou acompanhando o nível do evento, e por ser um paraíba da UFCG e das FIP!

Um segundo ponto é: Estou triste pela SUN... Estou triste pela incerteza atual em relação a esta fantástica fábrica de idéias... Hoje me peguei comparando-a com um artista desses geniais, que "faziam o inferno" mas morreram de fome, ou não conseguiram se manter (como foi o caso). No mínimo não se sabe o futuro de ferramentas incríveis como o MySQL e Netbeans, tendo a Oracle investimentos em outros SGBDs e no Eclipse. Na média, o clima da empresa já é outro e cabeças pensantes, desenvolvedoras de ideias, estão confusas e improdutivas! As ferramentas que se vê em cada estande são de um nível altíssimo. Bastando citar os três tracks que estruturaram o evento:
  1. Java e Desktop
  2. JEE e Software Corporativo
  3. OpenSolaris e seu ZFS
Por fim, a impressão do momento é que o SunTechDay é um evento de 70% venda de idéias e de comunidade, e claro, 30% de venda de produtos diretamente. Acredito que estou numa posição confortável por aqui: de um lado, tudo que vejo me dispara inúmeras idéias para a sala de aula e para orientações de pesquisa; por outro, tenho contato com as tecnologias que farão de minha empresa algo mais e melhor.

No mais, até amanhã... E não esqueçam de sintonizar em @nigini!

domingo, 18 de novembro de 2007

Google, Sun e o mundo mobile!

Sem dúvida é por aqui que vamos...

Várias são as linhas de evolução tecnológica que mostram que em alguns anos todos andaremos comandando nossos negócios com aparelhos de bolso e com alta capacidade de interação. O mundo está evoluindo para um boom de computação mobile + web 2.0!!!

Quantos de vocês já perceberam que a maior parte do tempo que passamos nos desktops hoje está baseada num navegador Web? Claro, existem os que passam uma boa parte nos seus IDEs favoritos, mas esta população precisa enxergar outras mudanças no mundo da TI que não vêm ao caso. Já outros passam bem nos seus jogos favoritos, estes sim ainda precisarão de suas placas aceleradoras de 256Mb (apesar de já existirem empresas como a EA trabalhando numa linha de entretenimento para handsets).

As últimas novidades deste mundo estão ligadas ao lançamento da Google à frente de um consórcio desenvolvedor de tecnologia mobile. Chama-se Android (vide http://www.openhandsetalliance.com/) e consiste em uma pilha de aplicativos que busca facilitar homogeneizar os sistemas destes aparelhos (vide http://code.google.com/android/what-is-android.html).

Jonathan Schwartz (CEO e presidente da SUN) escreveu em seu blog, "o Android é um sistema Linux/Java", e essa declaração tem rendido muito bate-papo na rede. O que acontece é que o Android não utiliza a JVM da SUN em seu aparelho, mas sim uma outra implementação denominada Dalvik, dita mais eficiente para este tipo de plataforma. Ela é capaz de executar código Java através de uma conversão do .class para .dex (Dalvik Executable). Mas como grande parte das aplicações da pilha são JAVA, não vejo porque a negação da existência desta tecnologia no Android. Pelo que lembro, a JVM é uma especificação e sempre pôde ser reimplementada.

O que tem preocupado a comunidade é o particionamento da tecnologia, neste caso "Sun-JME x Android-Dalvik", principalmente porque ambas são open source e podem ser melhoradas por qualquer um. Tudo bem que uma fragmentação não é coisa simples, pois cria a necessidade de plataformas compatíveis, mas como estamos falando de um jogo de gigantes, empresas que possuem suas próprias plataformas e sistemas operacionais podem complicar a situação.

O importante é perceber a tendência de mercado direcionada ao mundo de tecnologias móveis e estar sintonizado nos próximos passos.

Abraços.